Trajetória

Fatos biográficos e trajetória profissional

Diego Escosteguy nasceu em Brasília em 6 de fevereiro de 1982, filho de Mirta Escosteguy e Bruno Zero. Estudou em escolas públicas da capital até a quarta série do Ensino Fundamental. Cursou o restante do Ensino Fundamental no Colégio Dom Bosco; o Ensino Médio, no Centro Educacional Leonardo Da Vinci.

Ingressou na Universidade de Brasília em 2000, por meio do Programa de Avaliação Seriada (PAS), no curso de jornalismo. Ainda no primeiro semestre de faculdade, criou e dirigiu a revista digital Lente, ao lado de colegas de curso. Entre o segundo e terceiro semestre de graduação, estagiou na Editora UnB. No quarto, passou em exame de estágio na sucursal de Brasília do Jornal do Brasil. Como estagiário e, subseqüentemente, repórter e editor-adjunto da coluna Informe JB, cobriu fatos políticos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso e investigou escândalos da administração tucana.

Deixou o JB em 2003 e passou a contribuir regularmente com o site noticioso No Mínimo.

Caso Waldomiro Diniz

Pouco antes de receber o diploma por jornalismo pela UnB, foi contratado como repórter na sucursal de Brasília da revista ÉPOCA. Em 12 de fevereiro de 2004, no mesmo dia de sua cerimônia de graduação, ajudou a fechar a reportagem investigativa que inaugurou o chamado caso Waldomiro DinizColaborou com os repórteres Andrei Meireles e Gustavo Krieger na investigação e exposição dos atos de corrupção atribuídos a Waldomiro Diniz, então principal assessor de José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil. Diniz pediu demissão antes mesmo da publicação da reportagem, mas Dirceu se manteve no cargo.Reportagens assinadas por Escosteguy e seus colegas, nos meses seguintes, apontaram a participação de Diniz em esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal, com benefícios ilegais à multinacional de loterias Gtech. Apontou-se a suspeita de envolvimento no caso do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

A primeira reportagem de ÉPOCA sobre Waldomiro Diniz teve ampla e imediata repercussão. Foi o primeiro grande escândalo da era petista no poder. Rendeu a Escosteguy e a seus colegas diversos prêmios jornalísticos. Entre eles o Prêmio Embratel de Jornalismo e o Press and Society Institute (Ipys) and Transparency International Prize for the Best Investigation of a Corruption Case in Latin America. Ao caso Diniz, seguiram-se reportagens investigativas exclusivas, como na Operação Vampiro, da Polícia Federal, a primeira a levantar suspeitas sobre a participação do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em atos de arrecadação de propina junto a fornecedores do governo federal.

Mensalão

Ainda na revista ÉPOCA, Escosteguy investigou e publicou, em maio de 2005, reportagem de capa sobre “O homem da mala do PP”. Nela, revelavam-se o nome e os indícios de atuação ilegal de João Cláudio Genu, assessor do então líder do PP, deputado José Janene. Ambos viriam a ser investigados e denunciados no mensalão – Genu também foi denunciado e condenado na operação Lava Jato.

Em seguida, já como repórter da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S.Paulo, Escosteguy cobriu, mediante reportagens exclusivas, a CPI dos Correios, por meio da qual o Congresso investigou o escândalo do mensalão, entre outros casos de corrupção da administração petista.

Revista VEJA

Em junho de 2006, Escosteguy aceitou convite para integrar o time de repórteres da revista VEJA na capital federal. Nos quase cinco anos em que trabalhou em VEJA, produziu reportagens políticas, investigativas e de interesse humano.

Cobriu o terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, em reportagens em texto e vídeo, num blog do veículo e também no Twitter. Foi o primeiro repórter na história de VEJA a assinar uma reportagem na capa, na qual narrava as histórias dos sobreviventes da tragédia haitiana.

Caso Erenice Guerra

Em setembro de 2010, após meses de investigação, publicou uma reportagem de capa sobre as evidências de corrupção e tráfico de influência envolvendo a então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e seus familiares. A ministra deixou o cargo dias depois, em meio a outras reportagens que reforçavam as acusações contra ela. Escosteguy e seus colegas de VEJA produziram outras reportagens que expuseram evidências da participação da ministra em atos de corrupção. 

Segunda passagem pela revista ÉPOCA

Em março de 2011, Escosteguy aceitou convite para ser editor de Política da revista ÉPOCA, em São Paulo. No mesmo período, foi indicado a uma vaga na primeira edição do programa de bolsas “Jornalista de Visão”, promovido pelo Instituto Ling. Após processo seletivo, obteve bolsa para cursar mestrado no exterior em jornalismo. Em seguida, foi aprovado no processo de seleção para mestrado em jornalismo político na Columbia University, em Nova York. Recebeu, da Columbia University, uma bolsa adicional, a Timerman Scholarship.

Antes de embarcar para o mestrado em Nova York, produziu duas reportagens de capa de destaque na imprensa brasileira. Uma, “A anatomia do valerioduto”, ainda em abril de 2011, revelava o teor do relatório final da investigação da Polícia Federal sobre o mensalão. A outra, em julho, “A agência nacional da propina”, expunha gravações e provas documentais que apontavam atos de corrupção na Agência Nacional do Petróleo.

Após meses de negociação com o regime moribundo de Muammar Kaddafi, tornou-se o primeiro e único jornalista do mundo a cobrir a guerra em Trípoli, no quartel-general do ditador líbio. Deixou a capital da Líbia quando as forças rebeldes invadiam a cidade.

Mestrado na Columbia e volta ao Brasil

Escosteguy concentrou seus estudos na Faculdade de Jornalismo de Columbia em disciplinas sobre o impacto de tecnologias digitais no jornalismo e, ainda, no uso de técnicas sociológicas, antropológicas e científicas na produção de reportagens. Sua tese de mestrado (“Corruption Rules”) foi uma reportagem aprofundada sobre as origens e as consequências da corrupção nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em julho de 2012, Escosteguy aceitou convite de ÉPOCA para voltar ao Brasil. Aos 30 anos, tornou-se diretor da sucursal da revista em Brasília.

Como diretor da sucursal, coordenou a cobertura do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal e o primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Corrupção na Petrobras

Em 2013, ainda como diretor da sucursal de Brasília e um ano antes do início da Lava Jato, Escosteguy investigou e publicou as primeiras reportagens da imprensa brasileira sobre corrupção na Petrobras. As evidências reveladas em algumas dessas reportagens resultaram na abertura de diversas investigações estaduais e federais. Contribuíram decisivamente para condenações cíveis e criminais contra os envolvidos, como políticos, lobistas do PMDB, funcionários da estatal e executivos da Odebrecht.

Em março de 2014, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Lava Jato e prendeu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Escosteguy alertou: “Se Paulo Roberto Costa falar, cai a República (…) 2014 vai durar anos“. Nas semanas subsequentes, publicou reportagens exclusivas sobre o teor dos indícios levantados pela PF e acerca da participação de PT, PMDB e PP no esquema que viria a ser apelidado de petrolão.

Lava Jato

Em janeiro de 2015, Escosteguy tornou-se editor-chefe de ÉPOCA. Ainda naquele ano, o veículo foi o primeiro da imprensa brasileira a mencionar evidências concretas do envolvimento da Odebrecht, do banqueiro André Esteves e do ex-presidente Lula, entre outros, em atos de corrupção.

Caso JBS e entrevistas de impacto

Após O Globo revelar os áudios da delação premiada do empresário Joesley Batista, em maio de 2017, Escosteguy e o time de repórteres de ÉPOCA produziram reportagens relevantes no caso JBS. Em junho de 2017, Escosteguy obteve a primeira entrevista exclusiva com Joesley Batista. Em seguida, Escosteguy obteve as evidências entregues pelos delatores da JBS à Procuradoria-Geral da República. O acervo, revelado em julho de 2017, implicava cerca de 1800 políticos brasileiros.

Meses depois, em setembro de 2017, Escosteguy obteve outra entrevista de repercussão, com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Foi a primeira entrevista concedida pelo ex-deputado desde que ele fora preso, um ano antes.

Presença digital e audiovisual

Escosteguy faz uso frequente do Twitter como ferramenta de publicação jornalística. É um dos jornalistas mais influentes dessa rede social no Brasil.

Escosteguy criou um programa em vídeo especialmente para o período eleitoral de 2018. O live “Eleições 2018” vai ao ar de segunda a sexta, às 21h. É transmitido ao vivo pelos canais de Escosteguy no Periscope, no Twitter, no Facebook, no Instagram e no YouTube.